Pular para o conteúdo
O custo real

O preço você escolhe. O custo você descobre.

Material, instrumental diluído por uso, esterilização e o custo fixo rateado pela duração. Nenhum desses números é digitado: todos são consequência do que você já cadastrou.

Procedimentos · custo e margem
Tela de procedimentos mostrando ocupação real da cadeira no mês e, em cada procedimento, o custo com a agenda cheia e com a ocupação real.

Tela real do sistema.

A conta que quase ninguém faz

Custo fixo não se divide pela agenda que você declarou

A maioria dos sistemas rateia o custo fixo pelas horas da sua escala. Só que quem está começando declara oito horas e exerce duas, e o custo por procedimento sai três vezes menor do que o real. Aqui aparecem os dois: com a agenda cheia e com a ocupação que você teve de fato, medida pelos atendimentos concluídos dos últimos três meses fechados.

Material pelo preço que você pagou

Média ponderada do estoque que restou, recalculada a cada compra e a cada baixa, não a última nota.

Instrumental diluído

Preço dividido pela durabilidade, com o número de usos contado sozinho conforme você registra as quebras.

Esterilização por pacote

Água por ciclo, envelope e etiqueta por pacote embalado. Sai do estoque e entra no custo do procedimento.

Tempo de cadeira

Custo fixo do mês por minuto produtivo, multiplicado pela duração do procedimento.

Brinde é custo

Escova, creme e kit saem do estoque e não voltam como receita. Aparecem separados na conta.

Margem ao lado do preço

Você vê quanto sobra antes de fechar o valor, e o quanto ela muda quando a agenda enche.

Onde isso aparece

No atendimento, não só no relatório

Cada consulta fecha com o custo daquela sessão: o que saiu do estoque, o pacote que foi aberto, o brinde entregue e o tempo de cadeira. É o mesmo cálculo do procedimento, agora com o que aconteceu de verdade naquele dia.

Prontuário · atendimento
Aba de atendimento com o custo da sessão detalhado em material, brindes, esterilização, instrumental e tempo de cadeira.
A outra metade da conta

Custo sem receita ao lado é só metade da história

Saber que a restauração custa R$ 54,17 serve para formar preço. Saber quanto entrou no mês, quanto está em aberto e quanto venceu serve para pagar as contas, e as duas coisas moram na mesma tela. O recebimento é lançado por parcela, com a forma de pagamento, e a despesa recorrente entra uma vez e se repete. É daí que sai o custo fixo que o rateio usa, então cadastrar despesa não é burocracia paralela: é o que faz o custo do procedimento existir.

Financeiro · o mês
Tela do financeiro com o recebido no mês, o que está em aberto, o que venceu e a separação entre custo fixo e custo variável.

Tela real do sistema.

O custo fixo tem endereço

O aluguel desta sala está dentro da sua restauração

Aluguel, luz, internet, contador e alvará não somem porque a agenda esvaziou. Eles são divididos pelos minutos em que a cadeira esteve ocupada, e é por isso que o mesmo procedimento custa mais no mês fraco.

Nada disso é digitado, e é essa a diferença

Na maioria dos sistemas o custo do procedimento é um campo que alguém preenche à mão. Ele nasce desatualizado, ninguém revisa, e seis meses depois a margem que aparece na tela não tem relação com a margem que aconteceu. Aqui o custo é consequência: sai do preço que você pagou na última compra de material, da durabilidade que você informou para o instrumental, do insumo que o ciclo da autoclave consumiu e das despesas fixas que você já lançou. Subiu a resina? A margem de todo procedimento que usa resina se refaz sozinha, e você descobre pela tela, não pelo extrato.

Armário de materiais de consultório odontológico, com caixas e frascos organizados.
O erro que custa três vezes

Custo fixo não se divide pela agenda que você declarou

A conta do rateio é uma divisão simples: despesas fixas do mês sobre minutos produtivos do mês. O numerador quase todo mundo acerta. O denominador é onde desanda, porque a maioria dos sistemas usa as horas da escala cadastrada, que é uma intenção, não um fato. Quem abriu o consultório há oito meses declara oito horas e exerce duas, e nesse caso o custo por procedimento sai três a quatro vezes menor do que o real. Não é erro de digitação nem falta de esforço: é como a coisa funciona para praticamente todo mundo que começa. Por isso a tela mostra os dois números lado a lado, o da agenda cheia e o da ocupação que você teve, medida pelos atendimentos concluídos dos últimos três meses fechados.

Média ponderada, não última nota

O material entra no custo pelo preço do que ainda está na prateleira, refeito a cada compra, consumo e descarte.

Durabilidade esperada e medida

Você informa quanto espera que o instrumental dure; o sistema mede o real pelos usos e quebras e mostra os dois lado a lado.

Esterilização por ciclo e por pacote

Água por ciclo, envelope e etiqueta por pacote. Sai do estoque e entra no custo do procedimento que abriu o pacote.

Despesa a cada N dias

Anuidade do conselho é anual, manutenção pode ser semestral. Tudo é normalizado para o mês antes de ratear.

Minutos produtivos automáticos

Saem da sua escala de atendimento, sem você multiplicar 4,35 na mão nem manter uma segunda planilha.

Margem ao lado do preço

Você vê quanto sobra antes de fechar o valor, e o quanto isso muda quando a agenda enche.

Perguntas

Sobre o cálculo do custo

Como se calcula o custo de um procedimento odontológico?

Somando quatro parcelas. 1) O material consumido, pelo preço que você pagou, média ponderada do estoque restante, não a última nota. 2) O instrumental, diluído: o preço dividido pela durabilidade esperada dá o custo por uso. 3) A esterilização: a água do ciclo mais o envelope e a etiqueta de cada pacote aberto. 4) O rateio do custo fixo: o total de despesas fixas do mês dividido pelos minutos produtivos, multiplicado pela duração do procedimento. A soma é o custo; o preço menos o custo é a margem.

Por que o mesmo procedimento tem dois custos diferentes na tela?

Porque o rateio do custo fixo depende de quanto a cadeira realmente trabalhou. Um valor usa a agenda cheia (a escala que você declarou) e o outro usa a ocupação real, medida pelos atendimentos concluídos nos últimos três meses fechados. Quem está começando costuma declarar oito horas e exercer duas, e nesse caso o custo calculado pela escala fica cerca de três vezes menor do que o de verdade, e é justamente o número em que ninguém deveria basear preço.

Qual a diferença entre custo fixo e custo variável no consultório?

Custo fixo é o que você paga mesmo sem atender ninguém: aluguel, contador, internet, software, alvará. Custo variável é o que só existe quando há atendimento: anestésico, luva, resina, o envelope da autoclave, o brinde entregue. Os dois entram no custo do procedimento por caminhos diferentes: o variável, direto; o fixo, rateado pelo tempo de cadeira.

Preciso digitar quanto custa cada procedimento?

Não, e é essa a diferença. Em boa parte dos sistemas o custo é um campo que a dentista preenche à mão, o que significa que ele nasce desatualizado e nunca mais é revisto. Aqui ele é consequência: se o preço da resina subiu na última compra, o custo do procedimento que usa resina sobe junto, sem ninguém mexer em nada.

Como se calcula o custo por hora de um dentista?

Divide-se o custo fixo do mês pelos minutos produtivos do mês, e multiplica pela duração. O erro quase universal está no denominador: usar as horas da escala declarada em vez das horas em que a cadeira realmente trabalhou. Quem abriu há pouco costuma declarar oito horas e exercer duas, e nesse caso o custo por hora calculado sai três a quatro vezes menor do que o de verdade. Material e anestésico não entram nesse numerador: eles só existem quando há atendimento, então vão direto no procedimento que os consumiu.

O que exatamente é custo fixo num consultório?

É o que você paga mesmo sem atender ninguém: aluguel, condomínio, IPTU, luz, água, internet, telefone, contador, software, alvará sanitário, anuidade do conselho, seguro, a parcela da cadeira e do raio-x, e o salário da auxiliar. Nem tudo é mensal, e por isso a despesa pode ser cadastrada como recorrente a cada N dias: a anuidade do CRO é anual, a manutenção do compressor pode ser semestral, e o sistema normaliza tudo para o mês antes de ratear.

E se eu não souber a duração de um procedimento?

Comece pelo tempo que você bloqueia na agenda, que é o que interessa para o rateio: o custo da cadeira é do tempo em que ela está ocupada, incluindo o preparo e a limpeza entre pacientes. Ajustar depois é um campo, e todo procedimento recalcula sozinho. O que não vale é deixar em branco, porque aí o rateio do custo fixo some e o custo aparece só com o material, o que dá um número bonito e falso.

Dá para ver quanto sobrou no fim do mês, não só por procedimento?

Dá. A mesma base alimenta a visão do mês: quanto entrou, quanto era custo fixo, quanto era custo variável e o que sobrou. É a conta que o extrato bancário não faz, porque no extrato a compra de material e o aluguel são a mesma coisa, uma saída, quando na verdade uma acompanha o movimento e a outra não.

Veja com os seus números

A entrada é por convite de quem já usa. Se você não conhece ninguém, conte o seu caso. Quem responde é quem faz o produto.

Pedir acesso